Casa e vizinhança ˸ modos de engajamento. Cinema brasileiro contemporâneo e práticas moradoras

par Erico Oliveira de Araujo Lima

Thèse de doctorat en Études cinématographiques et audiovisuelles

Sous la direction de Philippe Dubois et de Cezar Migliorin.

  • Titre traduit

    Maison et voisinage ˸ manières d'engagement. Cinéma brésilien contemporain et pratiques d’habitation


  • Résumé

    Cette recherche se concentre sur des films brésiliens contemporains dont l’élaboration formelle est fortement impliquée dans les territoires filmés. Le cinéma devient l’une des multiples facettes du geste d’habiter, de même que l'image se fait l’une d’entre autres pratiques d’habitation. Sous ce prisme, différentes composantes de l’acte d’habiter peuvent avoir affaire au cinéma, que ce soit dans des œuvres qui soulignent un rapport étroit entre l’image et le geste d’habiter dans le présent, ou bien dans la recherche de formes de partage avec les habitants filmés, ou encore dans la tentative d'élaborer des stratégies imaginatives capables de rendre à la vie quotidienne une puissance esthétique et politique particulière. Maison et voisinage donnent lieu, dans chacun des films, à des manières particulières d’engagement dans le présent et dans le territoire. Par le biais d’une opération d’écoute, la démarche de la recherche consiste à rendre compte de la manière dont les films plient ces mots, qui désignent initialement, des espaces, des lieux, vers une perspective qui engendre des formes : formes de faire du cinéma et de fabriquer le geste d’habiter, les unes indissociablement liées aux autres. Les œuvres qui nous mobilisent sont les suivantes : Casa da Vovó (2008), de Victor de Melo ; Ficar me trouxe até aqui (2016), de Renata Cavalcante ; Ela volta na quinta (2014) et Quintal (2015), d'André Novais Oliveira ; Europa (2011), Mauro em Caiena (2012) et A Festa e os Cães (2015), de Leonardo Mouramateus ; Na missão, com Kadu (2016), de Pedro Maia de Brito, Aiano Bemfica, Kadu Freitas ; A vizinhança do tigre (2014), d'Affonso Uchoa ; A cidade é uma só? (2011) et Branco sai preto fica (2014), d'Adirley Queirós.

  • Titre traduit

    Home and neighborhood ˸ ways of engagement. Brazilian Contemporary Cinema and Dweller Practices


  • Résumé

    This research is made accompanied by contemporary brazilian films that elaborate in their forms an expressive implication with the territories they film. Cinema becomes an act co-engineered with countless other tasks involved in the elaboration of dwelling: image is a dweller practice that articulates itself to other dweller practices. To dwell is, this way, a gesture that may concern to cinema following distinct procedures, whether in works that bring out a more direct relation between image and the dweller action in the present, or in the research of forms of sharing between dwelling and filmed subjectivities, or even in the effort to outline imaginative strategies that speculate about dwelling and are capable of returning to daily life a potent energy, of an aesthetic and political matrix. Home and Neighborhood generate, as such, in each film, distinct ways of engaging with present and territory. By means of an operation of listening, the research task situates itself into perceiving how the films flexibilize those words, that imply at first, spaces, places, in direction to perspectives that contrive modes: of making cinema and of making dwelling, together and indissociable. The works are the following: Casa da Vovó (2008), by Victor de Melo; Ficar me trouxe até aqui (2016), by Renata Cavalcante; Ela volta na quinta (2014) and Quintal (2015), by André Novais Oliveira; Europa (2011), Mauro em Caiena (2012) and A Festa e os Cães (2015), by Leonardo Mouramateus; A vizinhança do tigre (2014), by Affonso Uchoa; Na missão, com Kadu (2016), by Pedro Maia de Brito, Aiano Bemfica, Kadu Freitas; A cidade é uma só? (2011) and Branco sai preto fica (2014), by Adirley Queirós.


  • Résumé

    Esta pesquisa se faz na companhia de filmes brasileiros contemporâneos que elaboram suas formas a partir de uma implicação expressiva com os territórios filmados. O cinema se torna ato coengendrado a inúmeras outras tarefas envolvidas na elaboração do morar: a imagem é prática moradora que se articula a outras práticas moradoras. O morar é um gesto que pode concernir ao cinema, segundo distintos procedimentos, seja em trabalhos que salientam uma relação mais direta entre a imagem e a ação moradora no presente, seja na pesquisa de formas de compartilhamento com os sujeitos moradores e filmados, seja ainda no empenho em traçar estratégias imaginativas que especulam sobre o morar e são capazes de devolver à vida cotidiana uma potente energia, de matriz estética e política. Casa e vizinhança geram, a cada filme, distintas maneiras de se engajar no presente e no território. Por meio de uma operação de escuta, a empreitada da pesquisa se situa em perceber como os filmes flexionam essas palavras, que designam, inicialmente, espaços, lugares, em direção a perspectivas que engendram modos: de fazer cinema e de fazer morada, juntos e indissociáveis. As obras que nos fazem companhia são as seguintes: Casa da Vovó (2008), de Victor de Melo; Ficar me trouxe até aqui (2016), de Renata Cavalcante; Ela volta na quinta (2014) e Quintal (2015), de André Novais Oliveira; Europa (2011), Mauro em Caiena (2012) e A Festa e os Cães (2015), de Leonardo Mouramateus; A vizinhança do tigre (2014), de Affonso Uchoa; Na missão, com Kadu (2016), de Pedro Maia de Brito, Aiano Bemfica, Kadu Freitas; A cidade é uma só? (2011) e Branco sai preto fica (2014), de Adirley Queirós.


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