Les drailles féminines de « Grande Sertão Veredas » de João Guimarães Rosa, dans la traduction intersémiotique photographique de Maureen Bisilliat

par Luiz Manoel Castro da Cunha

Thèse de doctorat en Recherches sur l’imaginaire

Sous la direction de Bernard Emery et de Márcia Marques de Morais.

Le président du jury était Philippe Walter.

Le jury était composé de Enaura Quixabeira Rosa e Silva, Alexandre Veloso de Abreu.


  • Résumé

    Cette thèse a été conçue comme une analyse des relations existantes entre la littérature et la photographie. Elle a pour objet d'étude l'oeuvre littéraire Grande Sertão: Veredas (1956) de João Guimarães Rosa, traduite par des photographies de Maureen Bisilliat à partir de l’original de João Guimarães Rosa (1969). Bien que la photographie ait essayé d’interagir avec la littérature dès ses prémices en 1849, ce ne sera qu'avec l'arrivée des mouvements avant-gardistes qu'apparaîtra une plus grande interaction entre les deux arts. Ceci favorisera des questionnements sur le « travail artistique », et ce, pas uniquement pour le domaine de la photographie, mais pour l'Art, en général. L'accent est mis sur cette période de grande interaction, s’appuyant surtout sur l'école surréaliste, considérée comme innovante et pionnière artistique pour son interaction entre ces deux langages. Dans le domaine littéraire, l'étude sur l'interaction avec les écrivains a favorisé une connaissance sommaire de quelques noms qui ont dialogué avec la photographie dans leurs œuvres, écrivains passionnés par la photographie, considérés également comme photographes. Dans cette étude s’opère une traduction intersémiotique, ou une transposition créative. L'image photographique ne sert pas uniquement à illustrer les mots de l'écrivain. Elle dialogue avec le texte et cette construction n'est ni aléatoire ni directe. Le travail démontre que le processus créatif des artistes est similaire, dans la diversité de leur esthétisme. Bien que tous deux expriment leur spécificité, ils partagent des équivalences, qu'elles soient convergentes ou divergentes, transmises grâce à des images métaphoriques de l'ambiance du Sertão et de ses habitants. Dans le dialogue inter-sémiotique construit à partir de A João Guimarães Rosa, le roman Grande Sertão: Veredas a dû être fragmenté en légendes, pour que la photographie puisse explorer à loisir l'univers féminin latent de l’œuvre. Cette féminité est dévoilée progressivement grâce aux théories littéraires émanant de l'ensemble des critiques parues sur le roman. Le reportage-photo fonctionne dès lors que les personnages affleurent dans les images, notamment grâce aux légendes, mais aussi grâce aux éléments silencieux qui jaillissent des clichés, rattachés à l'univers durandien: l'élément féminin présenté dans les images appartient au régime nocturne. Maureen Bisilliat nous laisse croire en la possibilité d'une nouvelle signification de l'oeuvre de Guimarães Rosa, des relations entre la réalité et la fiction, dualité présente depuis le surréalisme, en accord parfait avec l'Imaginaire de Gilbert Durand.

  • Titre traduit

    Female paths "Grande Sertão" of João Guimarães Rosa, in the photographic intersemiotic translation of Maureen Bisilliat


  • Résumé

    This thesis conducted an analysis of the relationship between literature and photography, with the object of study the work: the novel Grande Sertão: Veredas (1956) by João Guimarães Rosa, which has translated for the photography of Maureen Bisilliat in the work, A João Guimarães Rosa (1969). Since its inception, photography rehearsed some steps in the dialogue with the literature. However, were the vanguard of movements that showed greater interaction, leading questions about the artistic work not only on the picture that tried to consolidate as art as well as art by itself in general. Surrealism can be considered as a landmark dialogue, innovation, artistic pioneer among these languages. In the literature, the study of the interaction with writers provided a brief knowledge of some names in the literature that dialogued with photography in his works, lovers of the photographic medium, were also considered photographers. In this work, we treat photography as a inter-semiotic translation, or even creative transposition. The photographic image is not only meant to illustrate the words of the writer. It dialogues with the text, and this construction does not occur randomly and direct way. The research demonstrated that the creative process is similar on both artists the diversity of its aesthetic. The two express their specificities, but at the same time, they nevertheless share equivalents, either convergences or divergences, enabled through metaphorized pictures of backcountry environment and its inhabitants. In intersemiotic dialogue built on João Guimarães Rosa, it was necessary to fragment the novel Grande Sertão: Veredas in captions for the picture to explore the latent feminine in this work. This femininity has been revealed through literary theory that presents a critical rich fortune about the female in Grande Sertão: Veredas. The photographic essay is driven in that the characters perceive the images surfacing through their legends, in addition to several female members silently emerge from images which related durandiano universe belonging to the nocturnal regime. Maureen Bisilliat, makes us believe in the possibility of reframing of Rosa's work, the relationships between reality and fiction, such as duality present from the surrealism that communes with the Imaginary of Gilbert Durand.


  • Résumé

    Esta tese realizou uma análise das relações existentes entre literatura e fotografia, tendo como objeto de estudo a obra literária Grande Sertão: Veredas (1956) de João Guimarães Rosa, traduzida em fotografias de Maureen Bisilliat na obra A João Guimarães Rosa (1969). Apesar de a fotografia ensaiar passos na interação com a literatura desde o seu surgimento em 1849, os movimentos de vanguarda é que propiciaram questionamentos sobre o fazer artístico não só na fotografia, bem como da própria arte em geral. O diálogo entre essas linguagens enfatizou-se sobretudo na escola surrealista, considerada como um marco de inovação e pioneirismo artístico nessa inter-relação. Essa interação propiciou um breve conhecimento de alguns nomes da literatura que dialogaram com a fotografia em suas obras, escritores amantes da fotografia, alguns considerados também fotógrafos. Neste trabalho ocorre uma tradução intersemiótica, ou ainda, uma transposição criativa. A imagem fotográfica não serve apenas para ilustrar as palavras do escritor. Ela dialoga com o texto, e essa construção não se dá de maneira aleatória nem direta. A pesquisa demonstrou que o processo criativo de ambos os artistas é o mesmo na diversidade de suas estéticas. Os doisexpressam suas especificidades, mas, ao mesmo tempo, revelam equivalências, seja por convergências ou por divergências, viabilizadas por intermédio de imagens metaforizadas do ambiente sertanejo e em seus habitantes. No romance, foi necessária a fragmentação, em forma de legendas, por parte da fotógrafa para dialogar com as imagens, ao menos num primeiro momento. A feminilidade latente na obra é desvendada através da teoria literária, que apresenta um rica fortuna crítica acerca do feminino em Grande Sertão: Veredas. O ensaio fotográfico é acionado ao tempo que se percebe as personagens aflorando nas imagens literárias em suas legendas, além de diversos elementos que emergem, como as imagens relacionadas com o universo durandiano: o elementofeminino, pertencente ao regime noturno. Maureen Bisilliat faz acreditar na possibilidade de ressignificação da obra rosiana, das relações entre a realidade e a ficção, dualidade tão presente desde o surrealismo, que comunga com o Imaginário de Gilbert Durand.


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