La mondialisation de l'armée industrielle de réserve chinoise : sa formation et les impacts sur les salaires dans les pays développés

par Esther Majerowicz Gouveia

Thèse de doctorat en Sciences économiques

Sous la direction de Cédric Durand et de Carlos Aguiar de Madeiros.

Le président du jury était Jorge Nogueira de Paiva Britto.

Le jury était composé de Pedro Paulo Zahluth Bastos.

Les rapporteurs étaient Bruno Tinel.


  • Résumé

    Cette thèse évalue dans quelle mesure l’intégration de la Chine dansl’économie capitaliste mondiale a été associée à la détérioration du pouvoir de négociation dutravail vis-à-vis du capital dans les pays développés, exprimée par la stagnation des salairesréels et la détérioration des conditions de travail. Nous proposons une interprétation fondéesur la mondialisation de l’armée de réserve industrielle chinoise, comme effet de l’allianceentre l’État chinois et le capital des pays développés sous sa forme productive. D’une part,nous analysons la formation de l’armée industrielle de réserve chinoise qui a sous-tendu leprocessus de prolétarisation dans le pays comme conséquences de l’action de l’État-parti,réalisée à travers l’accumulation primitive. D’autre part, nous expliquons comment le fait quele capital des pays développés ait un accès à cette armée industrielle de réserve a augmenté laprofitabilité à travers de : la réduction des coûts unitaires du travail, et en rendant l’arméeindustrielle de réserve chinoise globale, décalant le rapport de force domestique au détrimentdu travail. Nous considérons l’interaction entre l’effet «termes de l’échange» etl’affaiblissement du pouvoir de négociation des travailleurs sur les salaires réels dans les paysdéveloppés. La mondialisation de l’armée industrielle de réserve chinoise a fourni la massecritique pour briser la connexion historique entre la production industrielle et les marchés debiens de consommation dans les pays développés, qui fournissaient la base matérielle surlaquelle se cristallisait les compromis institutionnels entre croissance de la productivité et dessalaires réels.

  • Titre traduit

    The globalization of china’s industrial reserve army : its formation and impacts on wages in advanced countries


  • Résumé

    The present thesis assesses how China’s integration in the globalcapitalist economy has been associated with the deterioration of labor position vis-à-viscapital in advanced economies expressed in stagnant real wages and worsening workingconditions. We propose an interpretation grounded on the globalization of China’s vastindustrial reserve army as a byproduct of the alliance between the Chinese state and advancedcountries’ capitals in their productive form. On the one hand, we discuss the formation ofChina’s industrial reserve army which has underpinned the process of proletarianization in thecountry as creatures of the party-state achieved through means of primitive accumulation. Onthe other hand, we discuss how advanced countries’ capitals access to this vast reserveindustrial reserve army in preferred terms, actively enabled by the Chinese party-state, hasincreased profitability through two crucial outcomes, by immediate and drastically reducingunit labor costs and by making China’s industrial reserve army global, tilting the balance ofpower back home towards capital. We then consider the interplay of the opposite effects ofthese two outcomes – the ‘terms of trade effect’ and the weakening of laborers’ bargainingpower – over real wages and working conditions in advanced countries. We claim that theglobalization of China’s vast industrial reserve army has provided critical mass to break thehistorical connection between industrial production and consumer markets in advancedcountries that provided the material basis in which workers were able to conquer theconstruction of institutional links between productivity and real wage growth.


  • Résumé

    O objetivo da presente tese é estudar como a integração da China na economia capitalista global seassociada à deterioração da posição do trabalho em relação ao capital em economias desenvolvidas,expressa pela estagnação do salário real e piora das condições de trabalho. Ao negar a narrativaeconômica dominante que relaciona esses dois fatores por meio do modelo Heckscher-Ohlin-Samuelson e ao teorema da equalização dos preços dos fatores de produção, nós propomosuma interpretação fundamentada de que o vasto exército de reserva da China globalizadarepresenta um subproduto da aliança entre o Estado Chinês e o capital produtivo daseconomias desenvolvidas. Construímos essa interpretação através de dois momentosanalíticos que contemplam tanto as dimensões para dentro e como para fora da globalizaçãodo exército industrial de reserva, especialmente, como ele foi formado pelo estado Chinês ecomo foi o seu acesso pelo capital produtivo dos países desenvolvidos, no contexto daglobalização neoliberal, promovida pela rearticulação da divisão internacional do trabalho,que minou as condições materiais que historicamente colocaram o trabalho, nos paísescentrais, numa posição melhor em relação ao capital em oposição ao trabalho na periferia. Poroutro lado, discutimos a formação do exército de reserva industrial da China, que tem apoiadoo processo de proletarização no país como criaturas do partido-estado alcançado por meio deacumulação primitiva. Afirmamos que os salários baixos e estagnados dos trabalhadores nãoqualificados chineses, que prevaleceram na década de 1990 até meados dos anos 2000, nocerne da transformação da China na fábrica do mundo, resultou não só do desmantelamentodas comunas e danweis, mas também na alienação dos camponeses e no aumento doexcedente de produção dos camponeses pelo estado, promovendo a estagnação da renda realna agricultura e impelindo os camponeses a seguir o rumo à proletarização, formando umgrande exército industrial de reserva. Mais adiante, discutimos como o capital dos paísesavançados acessou esse vasto exército industrial de reserva em termos preferenciais,ativamente habilitado pelo partido-estado chinês, aumentando a rentabilidade através de doisresultados cruciais, pela redução imediata e drástica dos custos unitários do trabalho e fazendoexército industrial de reserva da China uma arma global, inclinando a balança de poder devolta para casa do capital. Em seguida, abordamos a interação dos efeitos opostos desses doisresultados - os 'efeitos dos termos de troca "e do enfraquecimento do poder de negociação dostrabalhadores - sobre os salários reais e as condições de trabalho nos países desenvolvidos.Afirmamos que a globalização do vasto exército de reserva industrial da China tem oferecidouma massa crítica para quebrar a ligação histórica entre a produção industrial e os mercadosconsumidores nos países avançados, condição que forneceu a base material para que ostrabalhadores fossem capazes de conquistar vínculos institucionais entre a produtividade e ocrescimento real dos salários. Em contrapartida, à medida em que essa globalização, baseadana transformação dos camponeses chineses em espinha dorsal do exército industrial dereserva da economia global, houve um aumento dos conflitos de classe no interior da China eum rápido crescimento dos salários, além de mudanças institucionais a partir de meados dosanos 2000. Na medida em que essas conquistas minaram as bases que levaram o capital apromover a globalização do exército de reserva industrial da China, nós estudamos se aintegração da China na economia capitalista global, através do seu papel central nas cadeiasde eletrônica e TI, está mudando em direção à mão de obra mais intensiva e qualificada, o quepoderia colocar pressões baixistas sobre os salários dos trabalhadores qualificados nos paísesavançados, por meio do estudo de caso da indústria de semicondutores.


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