Revista do Livro : um projeto político, literário e cultural

par Fernando Floriani Petry

Thèse de doctorat en Études lusophones

Sous la direction de Cláudia Poncioni et de Maria Lucia de Barros Camargo.

  • Titre traduit

    Revue du livre : un projet politique, littéraire et culturel


  • Résumé

    La Revista do Livro (Revue du Livre) fut publiée au Brésil entre les années 1956 et 1970, en tant que revue officielle de l’Instituto Nacional do Livro (Institut National du Livre), organe du gouvernement fédéral du Brésil responsable de la politique publique sur le livres et les bibliothèques entre 1938 et 1970. En 2002, la Revista do Livro fut reprise par le Departamento Nacional do Livro (Département national du livre), subordonné à la Fundação Biblioteca Nacional (Fondation bibliothèque nationale). Le projet conçu par le poète Augusto Meyer, avait attiré d’importants personnages de l’inteligentzia brésilienne au long des différentes étapes de sa publication. Chacune de celles-ci a correspondu à des différents moments politiques du pays. Dans sa première phase, la Revista do Livro fut publiée entre 1956 et 1961, période qui correspond à celle gouvernement du président Juscelino Kubistchek. La deuxième phase de publication, de 1964 jusqu’à 1970 correspond à la période de la dictature militaire au Brésil. La phase actuelle débuta en 2002, la même année de l’élection du président Luís Inácio Lula da Silva, le premier élu d’un parti de gauche à la tête du gouvernement au Brésil. Cette thèse se propose d’analyser, la première phase de publication de la Revista do Livro qui constitue son corpus. La présente thèse part de l’hypothèse que à travers la compréhension de l’action de la revue se dégage un projet politique, littéraire et culturel spécifique dont les objectives étaient d’imaginer et de sélectionner parmi les traditions brésiliennes celles qui devaient être la base de la formation d’une spécificité de la Littérature Brésilienne : la Littérature Brésilienne des « grands hommes ».


  • Résumé

    Published between the years 1956 and 1970, the Revista do Livro was the official organ of the Instituto Nacional do Livro. The Departamento Nacional do Livro - under the Fundação Biblioteca Nacional – had reclaimed the project in 2002. Conceived by the poet gaucho Augusto Meyer, the magazine gathered in their significant names in Brazilian intelligentsia pages at its various stages of publication, which coincided with different political moments Brazilians. Its first phase (1956-1961) comprises exactly the period of the Juscelino Kubitschek government and has 24 numbers divided into 20 volumes. Its second phase, from 1964 up to 1970, occurred during the period of military dictatorship in Brazil, with 19 issues published in 17 volumes. In addition, his third and current phase, begun in 2002, coincides with the election of Luiz Inacio Lula da Silva of the Workers Party to the presidency and retrieves the sequence number of the magazine. The last number released on July 23, 2015, was the 55, totaling 12 issues in 12 volumes. Given this proliferation of numbers, we decided to make a cut in research corpus setting for this thesis, focusing on the first phase of the magazine. Therefore, we will work with the 24 first issues published between the years of 1956 and 61, extending the look at their early stage, i.e. for the years of planning and creation of the Instituto Nacional do LIvro and its journal. This thesis supports the hypothesis that the Revista do Livro acted as a political project, literary and specific cultural, whose objectives were to imagine and select the traditions that were the basis for (re) found the National Literature from the Constitution a canon based on the great figures of literary historiography.


  • Résumé

    Publicada entre os anos de 1956 e 1970, a Revista do Livro era o órgão oficial do Instituto Nacional do Livro. Seu projeto foi retomado pelo Departamento Nacional do Livro – subordinado à Fundação Biblioteca Nacional – em 2002. Idealizada pelo poeta gaúcho Augusto Meyer, a revista reuniu em suas páginas nomes significativos da intelectualidade brasileira em suas diferentes fases de publicação, que coincidiram com diferentes momentos políticos brasileiros. Sua primeira fase, de 1956 a 1961, compreende exatamente o período do Governo de Juscelino Kubitschek e possui 24 números divididos em 20 volumes. Sua segunda fase, de 1964 a 1970, ocorreu durante o período da Ditadura Militar no Brasil, com 19 números publicados em 17 volumes. E sua terceira e atual fase, iniciada em 2002, coincide com a eleição de Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República e recupera a sequência numérica da revista. O último número lançado, em 23 de julho de 2015, foi o 55, totalizando 12 números em 12 volumes. Diante dessa proliferação de números e de “coincidências históricas”, optamos por realizar um recorte na definição do corpus de pesquisa para a presente tese, focando na primeira fase da revista. Assim sendo, trabalharemos com os 24 primeiros números, publicados entre os anos de 1956 e 61, ampliando o olhar para a sua fase embrionária, ou seja, para os anos de planejamento e criação do Instituto Nacional do Livro e da sua revista. A presente tese sustenta a hipótese de que a Revista do Livro atuou a partir de um projeto político, literário e cultural específico, cujos objetivos eram imaginar e selecionar as tradições que serviriam de base para (re)fundar a Literatura Nacional a partir da constituição de um cânone baseado nos grandes vultos da historiografia literária.


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